Em 2023, o vice‑presidente Flávio Bolsonaro premiou o miliciano Adriano da Nóbrega em uma cerimônia que, segundo o próprio político, ocorreu antes das primeiras investigações sobre a suposta relação do militante com grupos armados. A declaração foi feita em entrevista ao UOL, onde ele defende que a homenagem foi um ato de reconhecimento institucional, não político.

Flávio Bolsonaro, em entrevista, defende que a homenagem foi feita sem qualquer vínculo com militância armada.

Flávio defende a decisão

Em vídeo divulgado pelo NSC Total, Flávio enfatiza que, na época, “não era isso”. Ele cita a expressão “injustiçado” para descrever Adriano e explica que o miliciano nunca havia participado de atividades preemptivamente criminosas ao redor de sua “homenagem”. O político faz referência a dados que, segundo ele, demonstram que a relação com a milícia era inexistente naquele momento.

O contexto das acusações de milícia

O caso ganhou atenção quando surgiram relatos de que a mãe de um matador de aluguel teria trabalhado em seu gabinete, informação destacada pela Revista Fórum. O documento revela que a esposa de Adriano, conhecida por sua aliança com ex‑militantes, colaborava nas tarefas administrativas de Flávio, um detalhe importante que a defesa de Flávio nem mencionou em sua declaração pública.

Críticas e lacunas na narrativa

Observadores políticos e especialistas em segurança apontam que, embora a homenagem tenha sido feita antes de montados os arquivos do Ministério da Justiça, questões sobre a relação entre o deputado federal e a rede de milícia ainda permanecem nas pautas. A ausência de fatos concretos, como prova documental de vínculos, alivia parcialmente a crítica.

Onde observar agora

O que permanece incerto é o desdobramento jurídico: se a denúncia contra Adriano será esvaziada ou se surgirão novas investigações sobre sua participação em outras operações paramilitares. Para o momento, Flávio Bolsonaro continua a afirmar que a homenagem foi justa e que a crítica de quem “não era isso” reflete seu julgamento na época.

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Fonte: UOL, NSC Total, Revista Fórum.