O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), virou o centro de uma tempestade de notícias nesta terça-feira (19). Enquanto um relatório da Polícia Federal aponta que um blogueiro do Maranhão não cometeu o crime que o ministro havia indicado, o próprio Moraes articula a volta da obrigatoriedade do diploma para jornalistas e ainda é acusado de quebrar o sigilo de uma fonte da Gazeta do Povo. Entenda os três casos.

PF diz que blogueiro do Maranhão não cometeu crime

De acordo com O GLOBO, um relatório da Polícia Federal concluiu que um blogueiro do Maranhão, investigado a pedido de Alexandre de Moraes, não cometeu o crime apontado pelo ministro. O documento, que ainda não foi divulgado oficialmente, contraria a tese inicial da investigação e pode enfraquecer a acusação. O caso ganhou repercussão por envolver a liberdade de expressão de comunicadores independentes e o poder do STF de determinar investigações.

Volta do diploma de jornalista entra na pauta do STF

Em outro front, Alexandre de Moraes e o ministro Flávio Dino defendem a rediscussão da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. A proposta, noticiada pelo Correio Braziliense, Poder360 e UOL, surge após as recentes buscas a um informante e reacende o debate sobre a regulamentação da mídia. A decisão do STF de derrubar a obrigatoriedade do diploma em 2009 é questionada por setores que veem na medida uma forma de fortalecer a categoria, enquanto críticos apontam risco à liberdade de imprensa.

Quebra de sigilo de fonte gera indignação

A Gazeta do Povo reportou que Alexandre de Moraes quebrou o sigilo da fonte de um cronista do jornal, expondo informações que deveriam ser protegidas por lei. A atitude gerou forte reação de entidades de imprensa e jornalistas, que veem na medida um ataque ao princípio constitucional do sigilo da fonte. Esse episódio se soma a outras decisões do ministro que têm sido alvo de críticas por suposto excesso de poder.

Enquanto a PF diz que não houve crime, Moraes defende a volta do diploma e é acusado de expor fonte jornalística — um coquetel explosivo para a liberdade de imprensa no Brasil.

Os três casos colocam Alexandre de Moraes no epicentro de um debate acalorado sobre os limites da atuação do STF e a proteção aos jornalistas. A expectativa é que os desdobramentos continuem movimentando as redes e a cobertura política nos próximos dias.