Deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi escolhido como candidato a vice ao lado de Flávio Bolsonaro (PL). Flávio Bolsonaro anunciou a escolha de Gaspar no início do ano, afirmando: "A pessoa que tem que ser meu vice não dá a mão para criminoso". Em resposta, Gaspar declarou: "Eu sou seu soldado. Estarei como para-choque na retaguarda, sempre leal e pronto para te servir".
Conexões políticas de longa data
Alfredo Gaspar iniciou a carreira como promotor de Justiça em Alagoas. Seu pai, Carlos Alberto Pinheiro de Mendonça, foi conselheiro da família Collor de Mello e coordenador da campanha de Fernando Collor de Mello para governador de Alagoas em 2010. Por meio do casamento com Adriana Andrade, filha de Moacir Lopes de Andrade, ex-governador de Alagoas entre 1989 e 1991, Gaspar consolida vínculos com a elite política local.
O deputado também manteve relação próxima ao senador Renan Calheiros (MDB) antes de assumir a bancada federal. Quando ainda exercia a função de Procurador-Geral de Justiça de Alagoas, seu filho Carlos Mendonça Neto foi nomeado para a direção da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas; Gaspar afirmou que não tinha relação com a nomeação.
Atuação na campanha do Nordeste
Nos últimos setenta dias de campanha, Gaspar liderou atos presenciais no Nordeste. Em Propriá (SE) conduziu uma motociata em um quadriciclo carregado de apoiadores; em Fortaleza subiu em um trio elétrico apresentando um jingle inspirado em tendências do TikTok. Apesar da agenda intensa, sua presença nas redes sociais foi discreta: com 1,1 milhão de seguidores no Instagram, Gaspar não impulsionou postagens oficiais, segundo levantamento da Folha na biblioteca de anúncios da Meta.
| Item | Valor |
|---|---|
| Dias de campanha | 70 |
| Seguidores no Instagram | 1,1 milhão |
| Data da decisão do STF | 23/10/2026 |
Queixa contra Lindbergh e Soraya
Durante a reunião final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na qual Gaspar era relator, o deputado Lindbergh Farias interrompeu a apresentação e o chamou de "estuprador". Em reação, Gaspar entrou com queixa-crime contra Lindbergh, acusando-o de injúria e calúnia, e contra Soraya Thronicke, por calúnia.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, rejeitou nesta sexta-feira (23) a queixa-crime apresentada por Alfredo Gaspar, alegando que as declarações dos parlamentares estão protegidas pela imunidade parlamentar e que não há justa causa para abertura de ação penal. Na decisão, o ministro escreveu: "Isso não significa reconhecer aos parlamentares um direito irrestrito de ofender seus pares".



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