O almoço que “entregou” Assaí, Casas Bahia e Dia ao MP

Um simples encontro na tarde de terça‑feira há poucos dias teria decifrado um esquema que, segundo fontes, gira em torno de propinas de 1% a 2,5% sobre o ICMS. O que começou como conversa entre executivos diários escancará a dúvida de que grandes varejistas, incluindo o Assaí, o Dia e a Casas Bahia, têm papéis mais profundos do que aparenta em um suposto “ecosistema partidário” de vantagens fiscais.

A denúncia do Valor Econômico

No 30 de março, a publicação jornalística Valor Econômico trazia o levantamento de um “almoço” em que três diretores escolheram discutir, de forma avulsa, o acesso a contratos de consultoria de serviços tributários. O documento, publicado em 6 de março, cita que as empresas beneficiariam por meio de “propina”, sugerindo taxas que variam de 1% a 2,5% sobre os valores de ICMS-ST. Os números ainda não são revisados por auditoria independente.

Metrópoles confirma a “Máfia do ICMS”

A reportagem do portal Metrópoles, de 28 de março, consignou que “Assaí, Dia e Casas Bahia estão entre beneficiários da Máfia do ICMS”, núcleo que teria intermediar cortes e subvenções nas notas fiscais de entrega. A matéria menciona que, além do valor das propinas, há denúncias de falsificação de documentos fiscais para eximir parte do recolhimento de ICMS.

Assaí responde nos canais oficiais

Em comunicado de 9 de março, a Assaí, via Visno Invest, esclareceu que seus contratos de serviços tributários de ICMS‑ST são regulares e estão sujeitos às normas da Receita Federal. O relatório destacou que a empresa não teria envolvimento em esquemas de propina e que todos os valores de ICMS foram recolhidos corretamente.

O que falta para confirmarmos?

Até o momento, não há laudos fiscais nem laudo extrajudicial confirmando a prática de propina. A Receita Federal ainda não comunicou nada oficialmente, e as empresas envolvidas não reprovam as acusações. Portanto, o caso permanece em apuração.

Próximas etapas

A Justiça Federal já recebeu primeiros indícios de que pode abrir investigação em 12 de março. Mecanismos de coleta de provas, perícia de documentos e eventual desdobramento em audiência pública são os próximos passos mencionados por especialistas.

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A análise do caso segue em monitoramento, com atenção a furamas, estudos de auditoria e potenciais comunicados legais.