O asteroide que mudou a história da Terra
Há 66 milhões de anos, um asteroide de cerca de 10 km de diâmetro atingiu a região que hoje é a península de Yucatán, no México, e desencadeou a extinção em massa que eliminou os dinossauros não avianos. Agora, uma nova pesquisa revela que o efeito foi imediato também na Antártica, a milhares de quilômetros do local do impacto.
A descoberta mostra que a devastação não foi gradual: os efeitos do impacto se espalharam pelo planeta em questão de horas, atingindo até os ecossistemas mais remotos.
De acordo com a CNN Brasil, o estudo encontrou evidências de que os tsunamis e as mudanças climáticas provocadas pelo impacto chegaram à Antártica quase instantaneamente, em termos geológicos. A região, hoje coberta de gelo, na época possuía uma fauna e flora próprias, que também foram afetadas pela nuvem de poeira e fuligem que bloqueou a luz solar.
Um impacto ainda mais mortal do que se pensava
O Midiamax destaca que o asteroide que dizimou os dinossauros era ainda mais mortal do que os cientistas imaginavam. A combinação de impacto direto, incêndios florestais globais, tsunamis colossais e um inverno de impacto prolongado teria eliminado cerca de 75% de todas as espécies da Terra.
NASA monitora asteroide do tamanho da Torre Eiffel
Enquanto os cientistas estudam o passado, a NASA mantém os olhos no futuro. Segundo o Diário do Comércio, a agência espacial emitiu um alerta sobre a aproximação do asteroide Apophis, que tem aproximadamente o tamanho da Torre Eiffel, prevista para 2029.
A manchete fala em "colisão", mas a NASA esclarece que não há risco de impacto: o Apophis passará a cerca de 31 mil quilômetros da Terra, mais perto do que muitos satélites de comunicação, mas sem oferecer perigo. Mesmo assim, a passagem será um evento raro e uma oportunidade única para a ciência estudar um objeto próximo.
Vigilância espacial constante
Os asteroides continuam a fascinar e preocupar a humanidade. Com telescópios e missões como a DART, a NASA tenta mapear e desviar possíveis ameaças. Enquanto isso, cada nova descoberta sobre o passado nos ajuda a compreender os riscos e a nos preparar para o futuro.






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