"Convidarei o presidente Lula a falar no Senado dos Estados Unidos após as próximas eleições", declaração de Bernie Sanders que ganhou destaque na imprensa nesta quinta-feira (24/09/2026).

Convite ao Senado dos EUA

Em entrevista ao Estadão, o senador americano Bernie Sanders confirmou que pretende convidar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se pronunciar no plenário do Senado dos Estados Unidos assim que o ciclo eleitoral americano for concluído. O gesto, segundo Sanders, seria um sinal de apoio à “autodeterminação do Brasil”, reforçando laços entre progressistas dos dois continentes.

Alerta sobre interferência de Trump

Na mesma semana, Sanders liderou um grupo de cerca de 30 deputados democratas que enviaram uma carta ao governo brasileiro cobrando providências contra eventual interferência nas próximas eleições do país. O documento menciona o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, como potencial agente de desinformação e pressão externa. "Precisamos garantir que o processo democrático brasileiro ocorra sem influência indevida do exterior", leu-se na carta divulgada pela Folha de S.Paulo.

Reação de Lula e o clima político

Lula, ao ser questionado pela CNN Brasil sobre a preocupação de Sanders, minimizou o risco, afirmando que o Brasil tem mecanismos robustos para preservar a soberania do voto. O presidente ressaltou que a presença de Sanders em Washington seria "um gesto simbólico" e que a prioridade do governo é conduzir uma eleição transparente, livre de qualquer tentativa de manipulação.

Contexto mais amplo

O convite de Sanders surge em um momento de intensas discussões sobre a influência de potências estrangeiras nas democracias latino-americanas. Enquanto alguns setores da esquerda veem a iniciativa como um fortalecimento de alianças progressistas, críticos apontam para a politização da diplomacia quando figuras como Trump ainda mantêm forte base de apoio nos EUA. O futuro da relação Brasil-Estados Unidos continuará sob os holofotes à medida que as eleições brasileiras se aproximam.