A Casas Bahia (BHIA3) entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (17/08/2026), segundo apuração de veículos como Veja, Forbes Brasil e InfoMoney. A decisão acontece após a companhia registrar prejuízo líquido de R$ 10 bilhões no segundo trimestre e acumular dívidas que, conforme algumas fontes, chegam a R$ 17,3 bilhões — embora o pedido inicial mencione R$ 4 bilhões em obrigações mais imediatas.

A Casas Bahia enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história, com dívidas bilionárias e prejuízo recorde no segundo trimestre.

O pedido de recuperação judicial

O movimento foi formalizado após semanas de especulação no mercado. A empresa já havia adiado a divulgação do balanço do segundo trimestre em mais de uma ocasião, enquanto mantinha reuniões com advogados e bancos credores. O pedido de recuperação judicial visa reorganizar as finanças e renegociar prazos e condições de pagamento com fornecedores e instituições financeiras.

Prejuízo bilionário e balanço adiado

O prejuízo de R$ 10 bilhões no trimestre foi o pior resultado da história da companhia, impactado por baixas contábeis, reestruturação operacional e queda nas vendas. O adiamento do balanço gerou forte desconfiança entre investidores, levando as ações BHIA3 a sofrerem forte pressão na bolsa.

Corte de lojas e reestruturação agressiva

Além do pedido de recuperação, a Casas Bahia anunciou o maior corte de lojas em anos. A medida faz parte de um plano de reestruturação que inclui fechamento de unidades deficitárias, redução de despesas e foco no e-commerce. A expectativa é que a recuperação judicial permita à varejista ganhar fôlego para reorganizar sua operação sem interromper totalmente as atividades.

O que esperar agora

Com o pedido protocolado, a Casas Bahia terá um prazo para apresentar um plano de recuperação aos credores. Enquanto isso, as lojas seguem funcionando normalmente, e a empresa afirma que manterá o atendimento aos clientes. O mercado acompanha de perto os desdobramentos, já que a crise da varejista pode afetar fornecedores, funcionários e o setor de consumo como um todo.