Gente, segura essa fofoca política! Na noite desta quinta-feira (1º), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deu um passo ousado, e cheio de recados, ao realizar sua convenção partidária sem qualquer menção ao padrinho político Jair Bolsonaro. Nada de verde e amarelo, nada do rosto de Flávio Bolsonaro estampado nos telões. A pergunta que não quer calar: o ex-ministro está mesmo se descolando do bolsonarismo raiz?

O 'descolamento' de Tarcísio

A cena foi digna de reality show político. O evento, que deveria celebrar a união em torno do nome de Tarcísio para a reeleição, teve decoração neutra e discursos focados em gestão, não em ideologia. Fontes ouvidas pela coluna contaram que assessores diretos orientaram a equipe a evitar símbolos que remetessem ao ex-presidente. O próprio Tarcísio, que já foi ministro da Infraestrutura de Bolsonaro, não citou o antigo chefe nenhuma vez.

Flávio barrado: recado direto?

O detalhe mais picante: Flávio Bolsonaro, senador e herdeiro político do clã, não foi convidado a subir no palco. Uma fonte do Palácio dos Bandeirantes diz que a ausência foi deliberada, para que a imagem de Tarcísio não ficasse "colada" à família. Coincidência? Os mais maldosos juram que é o início de um distanciamento estratégico, ainda mais depois de pesquisas internas mostrarem que o eleitorado moderado rejeita o radicalismo.

"O governador de São Paulo parece ter decidido que seu futuro político não passa pelo sobrenome Bolsonaro."

Bolsonarismo assombra Moraes e o RS

Enquanto isso, o bolsonarismo raiz dá sinais de que continua forte, e perigoso. O jornal O Globo trouxe uma análise bombástica: o movimento é hoje uma "ameaça existencial" ao ministro do STF Alexandre de Moraes, pelo poder de mobilização contra as instituições. E no Rio Grande do Sul, a disputa entre lulismo e bolsonarismo segue acirrada, segundo pesquisa Quaest divulgada hoje. Tarcísio parece estar de olho nesse cenário: ser a cara do antipetismo sem carregar a rejeição da família Bolsonaro.

O que dizem os aliados?

Nos bastidores, a ala bolsonarista ficou enfurecida. Um deputado federal, que pediu anonimato, afirmou a esta coluna: "Tarcísio está traindo o presidente. Isso é ingratidão." Já os estrategistas do governador argumentam que é preciso ampliar o arco de alianças. "Não adianta vencer no grito, temos que conversar com o centro", teria dito um marqueteiro.

A real é que o divórcio já está na mesa. Se para 2026 Tarcísio quer alçar voos maiores, pode estar nascendo ali um novo líder da direita, sem os sobrenomes que tanto mobilizam, mas também assustam.