Braskem, o maior produtor de polietileno da América Latina, entrou com pedido de recuperação extrajudicial em 21 de agosto para renegociar um montante de R$54 bilhões em dívidas. O prazo para que a empresa evite a recuperação judicial está sendo impresso nos tribunais do Rio de Janeiro, onde o pedido foi protocolado no último fim de semana.
Segundo relatórios da Polícia Federal, o desastre de 2019 na refinaria de Araxá deixou a União com quase R$40 bilhões em prejuízos. A Braskem tem enfrentado a repercussão financeira e ambiental do caso, e o pedido extrajudicial busca garantir a continuidade de suas operações sem recorrer à imposição de sanções mais severas.
A recuperação extrajudicial permite que a Braskem negocie com credores e reestruture dívidas dentro do mesmo quadro jurídico, evitando a intervenção de um administrador judicial. Assim, a empresa pode negociar condições de pagamento enquanto continua produzindo e cumprindo as normas ambientais.
Qual o impacto para os acionistas? A proposta prevê disponibilização de capital para investimento em mitigação de riscos, mas também traz a necessidade de aceitar juros mais altos a curto prazo, medida que pode afetar o valor das ações no mercado.
O cenário ainda está em desenvolvimento: a Braskem deve apresentar um plano detalhado em até 30 dias, e os credores têm até 45 dias para se manifestarem. Enquanto isso, o debate continua nas plateias do Senado e no Tribunal de Contas, que avaliam a viabilidade da reestruturação.
Esta etapa pode ser a diferença entre uma recuperação moderada e uma crise de liquidez profunda.





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