As primeiras vistas de campanha têm focado não só em políticas domésticas e no combate à pandemia, mas também em reconfigurar a posição do país no cenário internacional. Em um artigo publicado pelo G1 no dia 24 de agosto, os candidatos indicam que o Brasil seria retirado do bloco BRICS, a aliança que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A proposta visa “fortalecer o Mercosul e aproximar o país da Ásia e dos Estados Unidos”, segundo o site.

Candidatos em foco

Entre os nascentes políticos, Lula e Emílio Santana discursam em manifestos de que a permanência no BRICS está atrapalhando acordos com blocos econômicos ocidentais. Em evento ao vivo no Rio, Lula afirmou que “o Brasil precisa de novos parceiros” e questionou a relevância do bloco em tempos de crise econômica global.

O “PIX do BRICS” na India

Em paralelo, o portal InfoMoney revelou que a Índia está “em discussão” sobre a criação de um sistema de pagamentos eletrônico – o chamado “PIX do BRICS” – que poderia facilitar transações entre os países membros. “O projeto está em fase de estudo, mas mostra abertura ao novo modelo de integração financeira”, escreve o site.

Proposta cultural do Sul Global

Por fim, um texto do Brasil 247 relata que, antes da Cúpula dos Líderes do BRICS, o governo brasileiro apresentará um fundo cultural para os países do Sul Global. O objetivo é impulsionar trocas artísticas e fortalecer a identidade cultural comum entre os litorais sul‑americanos, asiáticos e africanos.

*O que está em jogo?* A aposta de que o Brasil pode se afastar do BRICS não é apenas política econômica, mas uma virada estratégica que pode remodelar o mapa de alianças na América Latina.