CBV oficializa mudança e segue política do COI

Em 14 de agosto de 2026, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou uma nova política para competições femininas: mulheres trans estão proibidas de participar. A decisão, que entrou em vigor imediatamente, alinha a entidade à diretriz do Comitê Olímpico Internacional (COI), que bane mulheres trans de competições femininas.

A medida atinge diretamente Tifanny Abreu, primeira atleta trans a disputar a Superliga Feminina, e põe em xeque sua continuidade no esporte.

O que diz a nova política?

De acordo com informações de veículos como GE, CNN Brasil e Folha de S.Paulo, a CBV passou a adotar os critérios do COI para elegibilidade na categoria feminina. Isso significa que atletas transgênero que passaram pela puberdade masculina não poderão competir em torneios femininos organizados pela entidade, incluindo a Superliga. A mudança foi comunicada oficialmente e gerou ampla repercussão.

Tifanny Abreu: carreira ameaçada

Tifanny Abreu, ponteira do Osasco Vôlei, é a principal afetada pela nova regra. A atleta, que fez história como a primeira mulher trans a atuar na elite do vôlei brasileiro, agora vê sua participação na Superliga Feminina 2026/27 ameaçada. A CNN Brasil destacou que o futuro de Tifanny no vôlei fica incerto após a decisão, enquanto o LANCE! apontou que a mudança pode excluir a jogadora das competições nacionais.

Reação do Osasco Vôlei

O Osasco Vôlei, clube de Tifanny, se manifestou publicamente após o anúncio. Em nota, o clube lamentou a decisão, destacou o histórico e a contribuição da atleta para o esporte e cobrou diálogo com a CBV. O metropoles.com reportou que o time paulista pediu esclarecimentos e reforçou seu compromisso com a inclusão.

Repercussão na imprensa

A decisão da CBV foi manchete em diversos portais esportivos. Poder360, Terra, Rádio Itatiaia e Olimpíada Todo Dia também repercutiram a mudança, ressaltando o impacto para Tifanny e para o debate sobre participação de atletas trans no esporte feminino. A Folha de S.Paulo classificou a medida como um banimento de atletas trans em competições femininas de vôlei.

Superliga Masculina: reunião de planejamento

Em paralelo, a CBV e representantes dos clubes da Superliga Masculina se reuniram para alinhar a temporada 2026/27. Segundo O TEMPO, o encontro tratou de calendário e planejamento, sem relação direta com a polêmica envolvendo o feminino.

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