Na noite do sábado, 31 de agosto, a superfície do Deserto do Atacama, em Rápi, recebeu uma manta de neve que poucos tinham visto na região até aqui. A imensa cobertura branca contrastou com a leveza do céu azul que, pouco antes, mostrava um verão típico.

O que aconteceu?

Em relatos do canal R7 e da CNN Brasil, a cena foi capturada em imagens de drones. A neve foi generosa mas não acumulou muito, evaporando em poucos dias. A tempestade trouxe temperatura abaixo de zero nas altitudes mais elevadas, algo que nunca havia acontecido na região em anos.

Por que agora?

Especialistas apontam a união de uma frente fria norte‑deste com amplitudes anormais de um relevo extremo. Um forte por favor do efeito de La Niña, previsto para ficar mais intenso em 2026, aumentou a injeção de umidade no interior do Chile. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, esses fenômenos trazem massas de ar que costumam se manter no interior do poder de potencial.

Impactos e curiosidades

A neve não apenas alterou a estética do deserto; ela trouxe modões de gelo que afetam a fauna e a flora local. Observadores, especialmente os de áreas próximas a comunidades indígenas, observaram aquecimento na última fase de derretimento. Fotógrafos que clonar canais podiam registrar a cascata de neve que, segundo eles, “parecia uma pintura feita por um artista celestial”.

O que resta?

Até o momento, o Instituto Nacional de Meteorologia mantém transmissões ao vivo dos comportamentos de temperatura do deserto, deixando a comunidade científica e o público de olhos abertos. Não há dados de que o fenômeno causou danos, mas todo o planeta está atento ao que isso pode sinalizar sobre mudanças climáticas na região.