Em meio a uma tempestade súbita, a região de Rolpa, no nordeste do Nepal, entrou em choque com uma enchente de lama que acabou por colapsar extensas áreas fronteiriças e colocar dezenas de milhares de pessoas em risco.

O que aconteceu

Em manhã desta terça-feira, o terremoto de 7,8 metros que atingiu o centro do Nepal originou um deslizamento de lama que bloqueou as correntes de água do rio Karnali, situado perto da fronteira com o Tibete. A queda de massa subterrânea pintou todo o vale de uma corrente de barro espessa, moldando um lago de lama enormes que rapidamente se multiplicou.

Detectadas na hora, imagens captadas por drones e moradores mostraram o lago se alastrar a 400 metros, atingindo estradas e abrigos. De acordo com o G1, a inundação atingiu mais de 1.100 residências em áreas de Rolpa, Lom, e Donde, com muitos habitantes forçados a evacuar sem roupas nem água.

Impacto humanitário

A cobertura de multiple veículos, incluindo CNN Brasil e O Globo, relata que 55 pessoas perderam a vida, enquanto mais de 380 ficaram desaparecidas. Entre elas, 291 foram identificados como turistas estrangeiros, principalmente de países europeus e do Sudeste Asiático, que se encontravam em trilhas ecoturísticas.

O Instituto de Meteorologia do Nepal alarmou que, apesar da intensidade da tragédia, as águas se recalibraram em níveis moderados, mas o risco de novas correntes de lama permanece alto. Equipamentos de resgate, incluindo helicópteros da Força Aérea Nepalese e equipes de bombeiros chineses, estão realizando buscas nas áreas de difícil acesso.

Resgate e assistência

Até o momento, as autoridades estrangeiras – Reino Unido, Japão e Emirados Árabes Unidos – enviaram delegações de emergência. O Ministério da Defesa do Nepal despachou equipes de socorro e reforçou o patrulhamento na fronteira.

O G1 publicou um vídeo em que se vê uma ponte sobre o Karnali desabando sob a força da lama. Capturas de vídeos de moradores em apuros são vitais para mapear as regiões mais afetadas, ajudando os especialistas a priorizar o resgate.

O que se sabe e o que ainda falta

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, a maioria das áreas afetadas permanece sujeita a incidentes. A previsão de chuva está em nível médio, e os técnicos do Banco Mundial alertam para a necessidade de monitorar as linhas de descarga.

A comunidade internacional continua em espera enquanto as equipes de resgate continuam a localizar os desaparecidos. A sobrevivência de muitos depende de respostas rápidas e de logística de campo.