Lula surpreende aliados ao denunciar Galípolo como maior traição

Lula sustenta que o ex‑secretário de Estado de Planejamento foi o fator que mais o abalar, apontando-o como a maior traição em sua trajetória, e não Walden Soares Palocci.

Em entrevista exclusiva ao Poder360, Lula contou durante um encontro com assessores de longa data que a postura de Galípolo, que ocupou o cargo de Secretário de Estado de Planejamento na administração do ex-presidente, resultou em divergências internas que moldaram decisões políticas controversas. O presidente contrastou a acusação com o legado de Palocci, ressaltando que, em seu entendimento, a gravidade da falha de Galípolo ultrapassa a de qualquer outro colaborador.

A revelação veio em meio a especulações sobre a estabilidade do atual governo e a busca por “bastidores de franquias” dentro da máquina pública. Segundo o material, Lula fez a declaração em conversa informal, mas gravada em áudio que posteriormente circulou em círculos do poder.

Galípolo e Celina Leão discutem acordo de crédito para o BRB

Enquanto o principal drama gira em torno da alegação de traição, evidências de que Galípolo ainda mantém laços políticos emergiram em outra frente. De acordo com reportagem do Metrópoles, o ex‑secretário e a coordenadora de crédito da central do Banco de Brasília (BRB), Celina Leão, se reuniram para discutir um possível acordo de crédito institucional que visaria aliviar a liquidez do banco em tempos de turbulência econômica.

O encontro, que ocorreu na sede do BRB, sugere que, apesar das acusações públicas, Galípolo continua exercendo influência em setores estratégicos. A coordenação de crédito da Caixa lembra que a proposta busca remunerar medicamentos e investimento em infraestrutura, itens críticos para as políticas de saúde e desenvolvimento regional.

Implicações e próximas etapas

A declaração de Lula pode provocar reorganização interna do governo e redefinir alianças dentro de sua bancada. Se a influente figura de Galípolo continuar envolvida em negociações com a BRB, o cenário poderia se tornar ainda mais complexo, já que figuras de alto escalão poderiam estar atravessando ramos do poder econômico e político.

Com o cenário em constante evolução, o governo ainda não divulgou planos concretos para responder à declaração de Lula ou ao plano de crédito iniciado com a BRB. Monitoraremos as respostas dos partidos e dos empreendedores e do setor financeiro, bem como qualquer movimentação relevante na esfera do Ministério do Planejamento.