O Ibovespa fechou em queda de 0,51% nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, refletindo a preocupação dos investidores com a alta de juros do Fed e a expectativa de decisão fiscal do Copom.

Início da queda: alta do Fed

A decisão da Reserva Federal de elevar novamente as taxas de juros trouxe mais uma pressão negativa para os mercados globais. Investidores brasileiros observaram que o aumento indica um cenário de custo de crédito mais caro e sinaliza austeridade, o que tende a reduzir o consumo interno.

Pressões fiscais no radar

Com a Selic já a 13,75 %, o Ibovespa não recebe mais um impulso positivo. A divulgação de dados fiscais recentes e a anticipation de nova política monetária pelo Copom colocam dúvidas sobre o nível futuro da taxa de juros.

Copom: futuro em aberto

De acordo com relatórios do InfoMoney e do O Globo, o Copom deixou a reunião de hoje em aberto, sem indicar uma direção definitiva. A expectativa é que a decisão seja tomada no próximo encontro, agendado para segunda-feira, 21 de setembro.

dólar estável, commodities em queda

O dólar eletrônico manteve-se estável em R$ 5,15, enquanto preços de commodities como o petróleo cairam, contribuindo para a sensação de “sangria” nos índices. A queda do petróleo, por sua vez, diminui a valorização de setores exportadores.

Crítica do mercado

Analistas da Investing.com e do Money Times apontam que, embora a calma atual do dólar não tenha agravado a situação, o mercado permanece cauteloso. Em torno de 1% a queda mais cedo hoje indica que os investidores preferem cautela até que o Copom esclareça a linha futura.

Em suma, a B3 registrou um fechamento fraco, indicando que o Ibovespa está à mercê dos juros externos e de decisões domésticas que ainda aguardam confirmação.