O clima era de expectativa no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, nesta quinta-feira (20). Após quase oito meses de uma explosão que marcou a tentativa anterior, a empresa sul-coreana INNOSPACE voltou a testar um foguete suborbital no Brasil. Mas, mais uma vez, o voo não saiu como planejado: o foguete SEBIT foi lançado, desviou da rota e acabou caindo no mar, cerca de 35 segundos depois da decolagem.
O que aconteceu
De acordo com informações da imprensa, o lançamento ocorreu "conforme o previsto", mas logo após a subida o veículo saiu da trajetória esperada. A Força Aérea Brasileira (FAB) teria então acionado o comando de destruição em voo, derrubando o foguete para evitar riscos à população. O equipamento caiu no oceano, sem deixar feridos.
O foguete foi destruído 35 segundos após o lançamento, após desviar da rota e cair no mar, segundo a imprensa local.
Contexto: oito meses após explosão
Essa não é a primeira tentativa da INNOSPACE em Alcântara. Há aproximadamente oito meses, um teste anterior terminou em explosão, interrompendo os planos da empresa. Agora, com o SEBIT, a expectativa era de um voo suborbital bem-sucedido para coletar dados e avançar no desenvolvimento de um lançador orbital.
O SEBIT é um foguete de pequeno porte, projetado para missões suborbitais. O teste em Alcântara marcaria a estreia da INNOSPACE em solo brasileiro, aproveitando a localização privilegiada da base, próxima à linha do Equador.
Reações e próximos passos
Apesar do incidente, representantes da área aeroespacial brasileira destacaram que o teste serviu para reunir informações valiosas. O presidente da estatal aeroespacial brasileira, por exemplo, afirmou que o lançamento terminou em queda no mar, mas que os dados obtidos serão importantes para as próximas etapas do projeto.
A INNOSPACE ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido, mas especialistas lembram que falhas em testes são comuns na indústria espacial. O importante, segundo analistas, é que o sistema de segurança funcionou e não houve danos maiores.
Agora, resta aguardar os próximos passos da empresa sul-coreana e se o Brasil continuará sediando novos testes.







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