A Justiça Eleitoral publicou, em 8 de outubro de 2026, informações que demonstram a segurança da urna eletrônica utilizada nas eleições gerais deste ano. Os órgãos responsáveis, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), detalharam como o eleitor é identificado nas mesas, como os votos são criptografados e como testes de integridade confirmaram a inviolabilidade do equipamento.

Identificação do eleitor e blindagem contra fraudes

Segundo o TSE, a identificação do eleitor ocorre mediante a apresentação do documento oficial com foto, complementada por dados cadastrais do eleitorado nacional. O procedimento inclui a captura da impressão digital, que é comparada ao registro biométrico já existente no cadastro. Essa verificação garante que apenas o titular do título possa iniciar a votação, reduzindo a possibilidade de uso de documentos falsos ou de voto por terceiros.

Após a autenticação, o voto é gravado dentro da urna eletrônica em formato criptografado. A criptografia impede a leitura ou a alteração dos dados sem a chave exclusiva da própria máquina, tornando inviável qualquer tentativa de adulteração externa. Quando a votação é encerrada, o conteúdo criptografado é transmitido via rede segura para os centros de totalização, utilizando protocolos que preservam a integridade dos registros.

A segurança da urna eletrônica foi confirmada pelos testes e pelos procedimentos de identificação adotados nas eleições de 2026.

Votos chegam seguros até a totalização, relatório do TRE-SP

Em comunicado divulgado em 4 de outubro de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo informou que todos os votos colhidos nas seções eleitorais do estado foram recebidos pelos servidores de totalização sem indícios de interrupções ou falhas. O TRE-SP destacou que os mecanismos de transmissão criptografada funcionaram conforme o planejado, permitindo que a apuração fosse concluída de forma transparente e confiável.

Teste de integridade comprova inviolabilidade, resultado do TRE-MT

Ainda no mesmo dia, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso publicou o resultado de um teste de integridade realizado nas urnas eletrônicas. O teste simulou tentativas de acesso não autorizado e de inserção de códigos maliciosos. O relatório concluiu que a arquitetura dos equipamentos impediu com sucesso todas as tentativas de violação, confirmando a inviolabilidade do sistema de votação.

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