O “drogômetro” entrou em cena em 2026, quando o Contran aprovou a inclusão de 18 drogas psicoativas na verificação dos condutores, além do álcool.

O que mudou na Lei Seca?

Em 2026, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou uma mudança histórica que transforma o bafômetro tradicional em um “drogômetro”. O novo protocolo já contempla 18 substâncias psicoativas que antes não eram fiscalizadas, tais como THC, cocaína, crack, heroína, extorquinha e outras 12 drogas menos conhecidas.

Como funciona o “drogômetro”?

A lista de novos detectados possui um limite de 0,1 mg por mililitro na saliva. Quando a amostra ultrapassa esse valor, o motorista recebe multa automática e pode ter o veículo apreendido. O procedimento agora permite que a recusa do teste abarque ambos os dispositivos, bafômetro e drogômetro, sem isenção de penalidades.

Desafios e repercussões

Para a expansão rural, postos de blitz precisam de treinamento especializado e equipamentos atualizados. A Polícia Rodoviária Federal já corre um piloto em rotas Norte‑Sul, enquanto o Estado de Minas anunciou testes em capitais e interior. O Ministério da Infraestrutura está elaborando a legislação complementar para regular os procedimentos administrativos.

O que os motoristas precisam saber?

Além das multas, a nova lei pode ser afetada por fatores como perfume, alimentos e até mesmo determinadas condições de saúde que alteram a composição da saliva. Os especialistas alertam que a conscientização e o conhecimento dos valores limites são essenciais para evitar surpresas.

Futuro da fiscalização

A tendência é que o “drogômetro” atue em todas as blitzes a partir de 2027. Enquanto isso, motoristas brasileiros podem contar com a expansão de fiscalização mais completa e, por que não, até um pouco mais segura nas estradas.