A Linha 12-Safira voltou a circular após 1h30 de travamento, mas o impacto persiste em revisões de segurança.

O que aconteceu?

Na manhã de sexta-feira (18/09/2026), manifestações de moradores de áreas de risco em São Paulo invadiram o trecho da Linha 12-Safira que liga Engenheiro Goulart ao Tatuapé. Os participantes bloquearam os trilhos com garrafas, caixas e barricadas, impedindo a passagem de trens. A CPTM alterou a operação, deixando os trens circularem em um único trilho, o que gerou atrasos significativos.

Impacto no transporte

A interrupção interessou cerca de 15 mil passageiros, segundo relatos da Sirius e de usuários que comentaram no Twitter. A CPTM culpou o “vandalismo e bloqueio de trilhos” e mandou equipes de segurança patrimonial chegar ao local. Durante a paralisação de 1h30, os trens foram forçados a seguir em via única entre Engenheiro Goulart e Tatuapé.

Resposta das autoridades

A Prefeitura de São Paulo e o Ministério das Comunicações se posicionaram rapidamente, convocando equipes de protetividade urbana para conter a situação. O prefeito anunciou apoio às famílias em discussão de moradia, ressaltando que a mobilização buscava chamar atenção para a falta de habitação em bairros de periferia.

Retomada da linha

A CPTM voltou a circular normalmente à 09h15, após três blocos reestabelecerem a rota completa. O serviço continua com monitoramento reforçado e novas medidas de segurança foram anunciadas para impedir futuros bloqueios.

Por que isso importa?

O episódio expõe a tensão entre exigências sociais e o funcionamento dos serviços públicos. Além de atrasar o transporte de milhares de pessoas, o protesto trouxe à tona a falta de moradia digna em áreas de risco da capital.

O que esperar?

As autoridades prometem continuar dialogando com organizações comunitárias. A CPTM recorde que a segurança do tráfego ferroviário permanece prioridade e que medidas preventivas serão amplificadas.