Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), com 80 anos, foi reeleito neste domingo (25) ao conquistar 51,76% dos votos válidos no segundo turno das eleições de 2026, derrotando o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), que obteve 48,24%.

Resultado da apuração

A projeção da pesquisa Datafolha, divulgada às 20h46, foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h10, quando 99,87% das urnas já haviam sido contabilizadas. A margem de vitória de Lula equivalia a quase 5 milhões de votos a mais que o adversário.

Em números

IndicadorValor
Urnas apuradas99,87 %
Lula, votos válidos51,76 %
Flávio Bolsonaro, votos válidos48,24 %
Abstenção 1.º turno21,08 %
Abstenção 2.º turno19,11 %

Contexto da campanha

No primeiro turno, Lula ficou em segundo lugar, atrás de Flávio Bolsonaro, filho do ex‑presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado após a derrota em 2022.

Tensão e atrasos na votação

A votação foi interrompida por duas horas por determinação do ministro Cristiano Zanin, ex‑advogado de Lula, após reclamações da campanha do PT sobre obstáculos ao transporte público em dez estados, incluindo São Paulo e Bahia. O ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, não interveio.

Significado da vitória

Com a reeleição, Lula se torna o presidente mais idoso da história do Brasil, completando 81 anos em 27 de outubro de 2026. Ele já foi eleito presidente em 2002, 2006, 2022 e, neste cenário, em 2026, totalizando quatro mandatos diretos, e somou sete disputas à Presidência, tendo vencido quatro. O melhor desempenho em Minas Gerais e no Nordeste foi decisivo para a reversão de votos.

Limite constitucional para 2030

A Constituição Federal permite que um presidente seja reeleito apenas uma vez consecutiva, de modo que Lula não poderá concorrer a um terceiro mandato consecutivo em 2030.

Próximos passos

O novo mandato presidencial começará em 5 de janeiro de 2027 e terminará em 5 de janeiro de 2031, conforme a Emenda Constitucional nº 111/2021.