Em Brasília, especialistas destacam que o pacto político emergindo na “largada” será o primeiro passo do novo presidente na luta contra a crise fiscal.
O Globo, em reportagem publicada no dia 22 de agosto de 2026, traz à tona a proposta de que o novo presidente, que assume na próxima segunda-feira, vá negociar um pacto político antes de mais nada. Segundo o texto, especialistas da área de finanças públicas apontam que esse acordo, que envolve as principais forças de oposição, pode criar um terreno comum para iniciar um plano de reestruturação fiscal. A ideia é que, ao firmar compromissos partidários, o governo consiga amassar as discrepâncias de receita e despesa que geram o déficit.
O contexto não é novo: o Brasil trabalha há anos com moedas de reestruturação, mas, nos últimos três anos, a falta de consenso político impede qualquer alteração de lei que acentue o controle de gastos. O pacto, portanto, serve como “tampo” para que o Legislativo se abra a projetos de ajuste, antes de se chamar à atenção para grandes transferências.
Além do pacto, a reportagem destaca que o presidente “precisa usar toda a sua capacidade de negociação” para evitar atrasos e garantir que o Congresso aprove medidas urgentes. Se o acordo se concretizar, o próximo passo, conforme especialistas, será a aprovação de um programa de tributação mais equitativo e de cortes em gastos que não sejam essenciais.
O objetivo da medida é reduzir o déficit em três anos, o que permitiria que o Brasil mantém a confiança dos investidores e evita cortes em áreas cruciais.
Na verdade, só a confirmação do pacto, ainda por ser aprovado, determinará se essa estratégia funciona. Por enquanto, a expectativa de que ele seja parte do plano de estabilização permanece alta.



/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b45177f3fc8a432fa50d0ed4155f34b9/internal_photos/bs/2021/L/9/FvzAhCTwif7lHi2tlMTw/galeria-1930-1.jpg)



Carregando comentários...