Polícia pública se repensa: ex‑seguranças, agora, nas estradas acompanhando ônibus de um novo protagonista.

O salto inesperado

Em uma reportagem do G1, foi confirmado que alguns policiais militares (PMs) deixaram a Rota federal para aceitar cargos de segurança em uma empresa de ônibus que mantém ligações com o PCC. A empresa, hoje responsável pelo transporte de crianças e de passageiros comuns, tem sido alvo de investigações.

Os agentes que se afastaram de suas funções no serviço público não apenas migraram para a iniciativa privada; eles também passaram a conduzir e supervisionar rotas que, segundo informação do portal, trafegam crianças de ensino fundamental. A origem do pessoal para o setor de transporte estadual é, ainda, motivo de alerta.

O passo a passo

Segundo dados do G1, a ex‑polícia exige um treinamento específico para atuar como seguranças na rampa de ônibus. No entanto, a empresa ainda não revela detalhes sobre quem os contratou nem a estrutura salarial oferecida.

E o que vem depois?

Apesar das controvérsias, a cidade do Rio de Janeiro tem dado passos significantes para modernizar seu transporte público. Como parte da Licitação da segunda etapa do Sistema RIO, a Prefeitura anunciou a expansão de 54% da frota de ônibus na Zona Oeste, além da entrega de 54 novos veículos e a inauguração da primeira garagem pública do Sistema RIO em Campo Grande. A compra de novos ônibus e a ampliação de vãos de parada podem, em tese, reduzir as oportunidades para fraudes mas a situação de “echan” seria questionável se nem as contas estiverem em fluxo.

Por que fica importante

Para a população, o fato de ex‑polícias estarem envolvidos em um negócio que movimenta crianças e adultos é motivo de indagação legítima. Para o Estado, a expansão do Sistema RIO traz benefícios de mobilidade, mas desafia a supervisão de perto dos processos de contratação.

Resumo: A transferência de ex‑PMs para a segurança de ônibus vinculados ao PCC é fato confirmado, e a crescente frota do Sistema RIO pode servir de palco para que sejam verificadas práticas operacionais e de gestão nesse setor.

Resta americano

Até agora, não há confirmação oficial de que a empresa esteja em qualquer processo judicial ou que os ex‑polícias estejam sob investigação direta. O também não houve regulamento público recente que advertisse as atividades de segurança em empresas afiliadas ao PCC.