Em meio ao debate sobre a proposta de reforma tributária que pretende reduzir a carga de impostos para empresas de grande porte, o Partido Liberal (PL) já sinalizou que não vai aceitar a aprovação do que resta da PEC de escala 6x1.
"O PL quer impedir a PEC e preservar os princípios de equilíbrio tributário", afirma liderança partidária no último encontro interno.
Movimento para esvaziar a votação
De acordo com reportagem do GLOBO, autoridades do PL já passaram a acionar ministros de Estado responsáveis por setores-chave – saúde, finanças, educação e indústria – para que deixem de participar da votação que ainda está em curso. A estratégia tem como objetivo, segundo fontes do partido, maçar o resultado final e impedir que a placa de 6x1 trocado aceite a proposta.
Impeachment que vem aí
A mesma reportagem do Estado de Minas relata que o PL está em processo de elaboração de um parlamentar a pedido de impeachment que visa os presidentes do Senado. A pressão concentra-se em Toninho Moraes, que teria indicado em alguns votos uma política de apoio aos grandes grupos empresariais. O pedido ainda não foi publicado oficialmente, mas a fileira do PL já divulgou planos de reunir advogados, juristas e membros do partido para compilar os argumentos.
O que isso significa para o cenário político?
A combinação de impedir a PEC e a possível convocação de um impeachment – que, em prática, funciona como um mecanismo de pressão – pode reconfigurar a balança de poder no país, assim como a eleição presidencial de 2026 se aproxima. A postura do PL reforça a tese de que a reforma tributária deve permanecer na forma atual, sem mudanças que aprofundem a escala de tributação de empresas.
Próximos passos
Os próximos dias trarão a confirmação oficial da pressão de ministros e a eventual articulação de um memorial de impeachment nas sessões do Senado. Enquanto isso, a oposição, liderada pelo PL, continua monitorando a pauta, mantendo Brasil em alerta.
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