Em momentos de heroísmo e julgamento, o mesmo pedreiro que resgatou um colega na obra em Guarujá, Sul de São Paulo, acabou se defendendo em audiência no TRT‑11 e recebeu reconhecimento que lhe garante bolsa para cursar Direito em Manaus.

O resgate que virou batida

No fim de semana passado, na obra de um empreendimento na costa de Guarujá, um pedreiro tentou salvar um colega que havia caído em uma caixa d’água. O incidente resultou na morte do colaborador, e o pedreiro desmaiou, pois cansou do esforço. Em declarações coletadas no G1, ele falou: "Apaguei", indicando que o uso de força física acabou causando a queda.

A defesa na corte

Na audiência de cortesia do TRT‑11, o mesmo pedreiro assumiu a própria defesa, apresentando argumentos de autodefesa e pedido de translucência pelos procedimentos internos da obra. A decisão de seis magistrados, presidida pela delegada Ananda Melo, elogió a coragem e a clareza do pedreiro, indicando que ele tenha gerado um conto inspirador que abarca ética e responsabilidade.

Uma bolsa para o futuro

Como reconhecimento, o tribunal concedeu ao pedreiro bolsa integral para cursar Direito em Manaus, com foco em direito do trabalho e indústria da construção. O G1 relatou que o ingresso no futuro jurídico visa formar profissionais que comprem a mesma atenção à segurança nas obras.

O que vem por aí

Para manter o caso em alta, as próximas etapas incluem a matrícula na faculdade de Direito de Manaus e um consumo de mídia que, sem dúvida, levantará a conversa sobre segurança dos trabalhadores na construção civil.

O pedreiro agora tem um novo objetivo: transformar uma experiência trágica em uma carreira que ajude a prevenir o que aconteceu na costa de Guarujá.