MP denuncia a médica de UPA de Goiânia por negligência e falsidade ideológica, após a morte de criança a causa da picada de escorpião.

A tragédia que ganhou o palmar de Brasília

Em 24 de agosto, a família de uma criança de cinco anos de Goiânia solicitou assistência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A vítima sofreu uma picada de escorpião, espécie Tityus serrulatus ou Tityus obscurus, responsável por quase 40% dos casos fatais de venenos invertebrados no Brasil.

A ação médica já era considerada ineficaz quando a criança foi transferida para hospital. O estado registrou o de óbito no mesmo dia, o que desencadeou investigação do Ministério Público de Goiás (MP). De acordo com nota oficial do MP, o médico sob acusação “agiu com irregularidades” e propagou alegações falsas sobre a situação clínica da criança.

Por que este caso chama atenção?

  • Número de picadas: Em 2026, Goiás registrou mais de 5.000 acidentes com escorpiões, com Goiânia liderando o estado em incidência.
  • Responsabilidade sanitária: O órgão de justiça apontou que procedimentos de triagem e manejo de casos de envenenamento precisam ser fortalecidos nas unidades de atenção básica.
  • Fiscalização pública: A denúncia do MP permite que a Justiça conduza ação civil e possível inquérito policial.

Contexto no cenário de saúde pública

Goyana, como a maior metrópole do estado, tem enfrentado aumento de casos de infecções e envenenamentos no verão. As autoridades de saúde já reforçaram campanhas de prevenção, com alertas sobre armadilhas e medidas de higiene doméstica. No entanto, a recente tragédia demonstra a necessidade de revisão dos protocolos de atendimento.

Próximos passos

O Ministério Público planeja encaminhar a matéria ao juiz responsável pela área de saúde para determinação de medidas emergenciais e investigação de eventuais falhas administrativas. Enquanto isso, a família da vítima pediu transparência e tecnologia para melhorar a resposta a emergências de cheiros e venenos.