Os 12 ministros do STF trocaram mensagens no celular antes da sessão, e um dos contatos mais intensos veio de um nome que tem sido o centro de atenção: Gilmar Mendes. A frase "me respeite, Gilmar" foi o ponto de partida para um debate que fez as redes hibernar.

O embate nos bastidores

No dia 15 de setembro, o ministro Gilmar Mendes enviou uma mensagem que gerou reagentes imediatas. A carta, repleta de suspeitas de parcialidade, foi respondida na hora por outros ministros que, segundo o G1, se irritaram dizendo "assumam que estão ferrados". O registro completo nem chegou ao público, mas a repercussão foi instantânea.

O Corfo jurou o silêncio. Em vídeos curtos publicados nas plataformas de mídia social, a unidade de imprensa dos ministros supostamente corrigiu a interpretação de Gilmar, chamando a mensagem de "piada de bastidores". Ainda assim, a polêmica girou, revelando fissuras que no passado já foram solução de controvérsias maiores.

Lula e o "presente" para Flávio Bolsonaro

Enquanto os ministros se enfrentavam, o presidente Lula foi criticado por supostos "presentes" que teria oferecido a Flávio Bolsonaro no julgamento de Moraes. O Globo reportou que alguns ministros, sem saber de quem eram, trouxeram itens de consumo que, ao que parece, foram distribuídos à família Bolsonaro. O discurso de Lula na imprensa tratou a situação como voto de "fazer perguntas" e tentou refazer o papo sobre independência.

A postura de Moraes e a porta aberta à crítica

A partir da defesa de Lula em relação ao celular de Vorcaro, o estagiário de redação do Estéreo chegou a afirmar que o ex-banqueiro seria chamado de "mafioso" na seção de imprensa. O contexto político ao redor permanece ainda em jogo, mas os ministros preservam a narrativa de que o "desdínio" de Gilmar causou o toque de atenção.

O que vem a seguir?

Até agora, nenhum ministro público confirmou oficialmente a veracidade das mensagens; apenas as papéis de imprensa e redes de apoio indicam que o insucesso vai durar. Os seguidores, porém, já pedem pelo chamado de videoconferência oficial para colocar fim à tensão.

A partir de 16 de setembro, o STF terá novamente a sessão de julgamento de Moraes. Para o momento na justiça federal descerá o ritmo que tem mantido o país em torno de um "babatando" de portas candidatas à tendência política.