Justiça bloqueia expedição pela suposta cidade perdida de Ratanábá em terra indígena

A Justiça proíbe grupo de buscar suposta 'cidade perdida' de Ratanábá em terra indígena. (G1, 22/08/2026)

A decisão judicial

No dia 21 de agosto, a Corte Federal prodefiu um grupo de arqueólogos que pretendia percorrer a região do Rio X, na fronteira da Amazônia, em busca da lendária cidade de Ratanábá. A determinação veio depois que representantes da comunidade indígena apresentaram pareceres mitigando a ameaça de invasão cultural e ambiental.

Ratanábá: mito ou realidade?

Ratanábá, segundo relatos ancestrais, teria sido urbana antiga, talvez ligada à civilização Tupi‑Guarani. No entanto, sem evidências arqueológicas concretas, a expedição era considerada, por especialistas, um risco de desrespeito a patrimônio cultural protegido por lei.

Conflito de terra e direitos

O episódio se deu numa época em que o Instituto Nacional de Colonização (INCRA) mantém controvérsias sobre áreas rurais ocupadas por trabalhadores sem terra. Em paralelo, a entidade Carf manteve o ITR de um imóvel invadido, apontando casos de conflito coabitado com disputa por terras.

A explosão sísmica

Sendos inquéritos apontam um aumento de 15 % nas anomalias sísmicas no território nos últimos seis meses, segundo o Centro de Informação Geográfica. Enquanto alguns especialistas usam a sismicidade como fator de risco nas expedições, outros denunciam a sobreposição de pressões urbanísticas e minoria indígena.

O próximo passo

Sem mais confirmações por parte dos arqueólogos, o caso ficará pendente até o próximo julgamento, que deverá observar as réplicas de todas as partes envolvidas. Enquanto isso, a comunidade indígena renovou declarações de que sua terra não deve ser explorada sem seu consentimento formal.