Os tribunais regionais emitiram hoje três decisões importantes, cada uma com suas peculiaridades e repercussões. A imprensa local foca em três pontos principais: o vídeo sensível de Elmano de Freitas, os posts envolvendo a prefeita Raquel Lyra e a suspensão de propaganda eleitoral na MG.

Vídeo do canteiro de obras polémica no Ceará

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE‑CE) determinou que Elmano de Freitas, responsável pela gravação, remova um vídeo capturado em um canteiro de obras de hospital no Cariri. De acordo com o comunicado oficial, o conteúdo mostra cenas que poderiam comprometer a privacidade e segurança de pessoas envolvidas no projeto. A medida visa garantir que não haja divulgação de imagens que possam violar direitos de imagem ou cadastrar ações antiéticas.

Posts que ligam Raquel Lyra ao “gabinete do ódio” são apagados em Pernambuco

Na Pernambuco, o TRE‑PE concluiu que posts nas redes sociais que associam a prefeita Raquel Lyra ao “gabinete do ódio” são ilegais e deve-se removê‑los. O órgão atribui a decisão à proteção da dignidade da pessoa pública e à necessidade de evitar a difamação indevida. A pressão das redes não foi contestada; o levantamento de dados de tráfego confirma o número de compartilhamentos.

Concurso eleitoral interrompe propaganda de Roscoe e Simões em Minas

No Estado de Minas, o TRE‑MG suspendeu a veiculação de anúncios eleitorais de Roscoe e Simões. Segundo o comunicado, a propaganda violou a regra de exclusividade de conteúdo político nas fases finais da campanha. O órgão garantiu que a medida visa manter a ordem e a lisura nas eleições, com a possibilidade de revisão em caso de recursos.

O que vem a seguir?

Os três TREs acompanharão de perto as possíveis respostas das partes. No Ceará, a remoção de vídeo já gerou pedido de explicação por parte de Elmano, que afirma que a gravação era meramente informativa. Em Pernambuco, a divulgação dos posts continua em plataformas internacionais, o que aumenta a discussão sobre moderação de conteúdo. Em Minas, o aguardo de recursos administrativos ainda suspende qualquer outra ação sobre as campanhas.

Essas decisões refletem a crescente vigilância dos tribunais regionais sobre a integridade das informações públicas e a proteção dos padrões éticos durante o período eleitoral.