Os arranha‑céus mais altos já não pertencem mais ao coração norte‑americano.

O fim do domínio americano

A ideia de que os Estados Unidos detinham as torres mais altas já virou história recente. Uma galeria de imagens publicada pelo *ArchDaily* mostrava como, ao longo dos últimos anos, a construção de arranha‑céus nos EUA praticamente calou. Aces, a falta de financiamentos e a ausência de projetos de alta qualidade reduziram a lista de titãs norte‑americanos para menos de 25. O resultado? O globo agora precisa recorrer a outras regiões para encontrar os prédios que empurram os metros de altura.

Os novos contendores

Jeddah Tower, saudações de 1 km

No Oriente Médio, a Jeddah Tower – iniciada em 2013 – está de volta ao radar. De acordo com um artigo do *CPG Click Oil and Gas*, a construção já restabeleceu ritmo, acrescentando um andar a cada três dias. A previsão é de que a torre alcance a barreira de 1 km em 2028, o que a colocaria na lista de prédios mais altos do planeta.

Senna Tower: O Recorde Residencial brasileiro

Já no hemisfério sul, a Senna Tower em Balneário Camboriú, com fundação de 40 m de profundidade, desafia a definição de “massivo”. Segundo o mesmo veículo, a torre está se consolidando como o edifício residencial mais alto do mundo, levando o Brasil a uma posição de destaque em um segmento que, até agora, era dominado por cidades globais.

Conectando as peças

Esses dois projetos representam mais que apenas uma competição de metros: são reflexo de como a arquitetura urbana está se adaptando a novas demandas e mercados. Enquanto os EUA deixam de abrir portões, Jeddah e o território brasileiro estão a postos para firmar a nova era das altas construções.

Para quem tem curiosidade em saber como a próxima torre “vinte de 1 km” vai mudar a paisagem urbana, a resposta já está em andamento. O próximo passo será a conclusão da Jeddah Tower e os primeiros testes de carga na infraestrutura da Senna Tower — algo a ser acompanhado de perto nas próximas semanas.