Bruno Reis, prefeito de Salvador (União Brasil), tornou‑se alvo de um pedido de prisão apresentado pela Federação Brasil da Esperança, aliança formada por PT, PCdoB e PV, e pela Procuradoria‑Geral do Estado da Bahia. O pedido alega que a redução da frota de ônibus na capital impede eleitores de chegar às urnas no segundo turno das eleições presidenciais.

Pedido de prisão e acusações do PT

Em resposta, Bruno Reis chamou Rui Costa de "vagabundo" e acusou o adversário de mentir. O pedido do PT requer a prisão de Reis por descumprir a determinação judicial que obriga a circulação integral da frota de ônibus durante a votação.

Decisão do TRE‑BA e prisão do secretário

O TRE‑BA já determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, embora ele se encontre em Paris. A corte também exigiu que a prefeitura restabeleça imediatamente a frota completa, com frequência igual à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros. O não cumprimento da ordem acarreta multa de R$ 1 milhão por hora.

Em números

IndicadorValor
Voto na reeleição de 202478,67 %
Ônibus retidos na manhã da votação75 unidades
Multa por hora de descumprimentoR$ 1 milhão
Redução da frotamais de 50 %

Contexto da disputa eleitoral

A ação judicial sustenta que a diminuição da oferta de transporte coletivo eleva a taxa de abstenção, prejudicando a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL). O próprio Bruno Reis havia manifestado apoio a Bolsonaro durante o segundo turno, usando camisas nas cores da campanha e exibindo adesivos do candidato.

Defesa do prefeito

Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, Bruno Reis admitiu que 75 ônibus ficaram retidos em uma garagem pela manhã, mas atribuiu o atraso a "sindicalistas do PT" que teriam colocado adesivos nas janelas dos veículos. Segundo o prefeito, os ônibus foram liberados assim que os adesivos foram removidos e já estão circulando nas ruas.

Próximos passos

O pedido de prisão contra o prefeito ainda depende de decisão judicial; ainda não há ordem de detenção. Caso a Justiça determine a prisão, Reis será recolhido enquanto o processo segue. Enquanto isso, a prefeitura e as concessionárias de transporte devem manter a frota em funcionamento integral sob pena de multa diária, garantindo o direito ao voto dos eleitores que dependem do transporte público.

A situação acompanha um clima de tensão entre a administração municipal, alinhada a Bolsonaro, e o governo estadual da Bahia, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT), que busca evitar interferência nos resultados eleitorais.