A pesquisa de boca de urna não será feita no segundo turno das Eleições 2026 neste domingo (25) porque a apuração oficial do TSE começa praticamente junto com o fim da votação e sai muito rápido.

A apuração rápida do TSE elimina a utilidade das pesquisas de boca de urna no segundo turno.

Por que a pesquisa não será feita

Boca de urna entrevista eleitores na saída das seções para estimar o resultado. Esse tipo de pesquisa só pode ser divulgado depois que a votação é encerrada. No segundo turno, a votação termina às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) inicia a apuração assim que as urnas são fechadas e divulga a totalização simultaneamente nas unidades da Federação a partir desse horário. Divulgação rápida do resultado esvazia a vantagem de uma pesquisa feita na saída das urnas. Para ter utilidade, o levantamento precisaria ser concluído em poucas horas, já que os dados oficiais começam a aparecer logo após o fim da votação.

Em 2022, Márcia Cavallari, então diretora do Ipec, disse ao UOL que a boca de urna tem custo elevado e demanda um grande número de entrevistados, mas teria duração muito curta diante da velocidade da apuração.

Histórico da boca de urna nas eleições presidenciais

A prática de pesquisar eleitores na saída das urnas já foi comum, mas há décadas vem perdendo força. Datafolha não faz boca de urna para disputas presidenciais desde 1998, e em 2018 o então Ibope foi o único grande instituto a divulgar uma pesquisa nacional desse tipo no segundo turno.

O que caracteriza o crime de boca de urna

O crime de boca de urna ocorre quando há tentativa de influenciar o voto no próprio dia da eleição, por exemplo, distribuição de santinhos, pedidos de voto, formação de grupos organizados, comícios e uso de alto-falantes. Até o encerramento da votação, é proibida a aglomeração de pessoas com vestuário padronizado ou instrumentos de propaganda que caracterizem manifestação coletiva. A manifestação individual e silenciosa, como usar bandeiras, broches e adesivos, é permitida.

Nas redes sociais, a lei considera crime a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos no dia da eleição por parte dos candidatos.

Quem for pego fazendo boca de urna pode ser punido com detenção de 6 meses a 1 ano, com possibilidade de substituição pela prestação de serviços à comunidade, além de multa.

Como denunciar irregularidades

As irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral podem ser comunicadas pelo Pardal, aplicativo da Justiça Eleitoral.

O que esperar depois da apuração

A apuração do TSE começa às 17h e os dados são atualizados em tempo real. Primeiras parciais do TSE podem trazer mais votos do que a amostra de uma boca de urna. O eleitor receberá o resultado oficial em tempo real, sem depender de pesquisas de saída das urnas.