Um estilhaço de uma tubulação de Compesa ferrou um ônibus, deixando quatro cidades sem abastecimento de água, segundo relatos do Diário de Pernambuco.

O rompimento

Em 1 de setembro, a tubulação de Compesa que abastecia Petrolina, Serra Talhada, Araripina e Maceió teve um colapso inesperado. Estilhaços foram lançados para fora da rede, atingindo um ônibus da frota pública e provocando alagamentos em diversas vias. A água deixou de chegar a dezenas de bairros nas quatro cidades, gerando protestos de moradores que já estavam cansados de serviços intermitentes.

A resposta da Compesa

Logo após o incidente, a Compesa designou equipes de engenharia para suprimir o vazamento no bairro Santa Luzia, em Petrolina. Rede de bombeamento foi parcialmente restaurada, mas o serviço permanece com interrupções no setor norte da cidade. A empresa declarou que o número de metros de tubulação danificados foi estimado em 120 metros.

Renegociação de débitos

O episódio envolve, ainda, a iniciativa de Nupemec, que viabilizou a redução de mais de R$ 2,7 milhões em dívidas com a Compesa. A medida, anunciada pelo Tribunal de Justiça do Pernambuco (TJPE), ampliará o programa para outros municípios de baixa renda que dependem do serviço público de abastecimento. A renúncia do valor em aberto faz parte de um esforço de transparência e de estabilização financeira do setor.

Novos capítulos

Enquanto a Compesa continua os reparos, as administrações municipais e a Nupemec continuam em diálogo para assegurar abastecimento contínuo e reduzir os encargos futuros. O próximo relatório sobre as medidas corretivas é esperado para o final de semana.

O que está por trás do furacão de água

Os especialistas apontam que perdas de infraestrutura de saneamento são frequentes em regiões com planos de expansão térmica. O rompimento da tubulação ilustra a urgência de reforçar o monitoramento das redes, especialmente em áreas urbanas que têm testemunhado crescimento populacional constante.