O filme "Dark Horse" que está ganhando polêmica recebeu R$ 645 000 de Mário Frias, acordo com a Polícia Federal.

O que aconteceu

A produtora responsável pelo projeto "Dark Horse", que reúne debates sobre a carreira de Jair Bolsonaro, foi surpreendida quando comprou um SUV da marca Chevrolet por R$ 100 000 em dinheiro vivo. Segundo reportagem da G1, a compra gerou alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que acompanha movimentações suspeitas de recursos de origem questionável.

Fonte dos recursos públicos

A Polícia Federal (PF) divulgou que, entre 2016 e 2021, a mesma produtora recebeu, no mínimo, R$ 750 000 financiados por recursos públicos. A informação foi confirmada pelo portal Estadão, que detalha que os valores vieram de leilões de bens federais e de repasses para editais de incentivo cultural.

Chegada de R$ 645 mil de Mário Frias

Em paralelo, a PF apontou o envio de R$ 645 000 pelo presidente da família Frias, Mário, para a produtora. A origem desses valores foi questionada pela mesma agência, que cobrou documentos e registros bancários para tentar mapear a cadeia de pagamentos.

Consequências regulatórias

Além da notificação do COAF, a PF iniciou investigação na obra e na responsável pelo comércio de veículos. Não houve ainda decisão sobre bloqueio de contas, mas o fiscal de Justiça já requisitou o levantamento de documentos contábeis do estúdio.

Próximos capítulos

Até agora, a produção de "Dark Horse" não divulgou posicionamento público. O portal Folha anunciou que a PF vai acompanhar a evolução do desembolso do dinheiro e verificará se há irregularidades no repasse e na aplicação do valor recebido.

O caso tem levantado críticas de jornalistas e de órgãos de controle, que pugnam por transparência no uso de recursos públicos para obras de estética política.