Graça Maria Silva de Souza é diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, localizado em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e foi afastada e exonerada após a Polícia Penal encontrar, no porta-malas de seu veículo, carne, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, óleo, leite, café e achocolatados.

Operação policial e autuação

A ação ocorreu na 21ª DP (Bonsucesso), onde a servidora foi autuada em flagrante por peculato. Entre os itens apreendidos estavam carne, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, óleo, leite, café e achocolatados. A Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen) informou que Graça não apresentou nota fiscal nem outro comprovante da origem dos produtos.

Em depoimento, a diretora alegou que os alimentos foram arrecadados no presídio porque não seriam mais consumidos e que seriam destinados a um centro espírita, mas não apresentou documentos que comprovassem a alegação.

A Seppen afirmou que “não compactua com quaisquer desvios de conduta e cometimento de crimes praticados por seus servidores”. Um processo administrativo disciplinar foi instaurado.

Concurso de dança no mesmo recinto

A Seppen realizou a primeira edição do projeto “Passos que Transformam” no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na sexta-feira (25/09). Ao todo, 16 internas participaram do concurso, divididas em quatro grupos. O júri foi formado por Carlinhos de Jesus, Karla Soares, Andreia Oliveira, Ana Gabriela e Fernanda Souza. As participantes foram presenteadas com kits de shampoo e condicionador.

O que está em jogo

O caso levanta questões sobre a gestão dos recursos alimentares nas unidades prisionais e sobre a responsabilidade dos gestores públicos. Se comprovado o desvio, a diretora pode responder criminalmente pelo delito de peculato e sofrer sanções administrativas adicionais.