Na manhã de 3 de outubro de 2026, a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM‑SP) registrou um impasse na Avenida Paulista e na Rua Augusta, durante manifestação da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) havia autorizado a realização de ato de campanha até a Praça Roosevelt, condicionando a permissão ao respeito às vias da Paulista e da Augusta para evitar aglomerações.

Conforme o relatório, a PM fechou duas faixas da Avenida Paulista com grades a partir das 9h, cumprindo a decisão judicial.

O major afirma que representantes da campanha não seguiram as instruções para ampliar o espaço público e permitir a passagem dos caminhões de som pela Augusta.

O impasse evidenciou a tensão entre autoridades de segurança e organizadores de campanha na execução de determinações judiciais.

Por volta das 10h50, uma viatura da Polícia Federal foi posicionada diante do primeiro caminhão de som da campanha, impedindo seu deslocamento, conforme solicitado pela PM. O major também relata que o advogado da campanha, Marco Aurélio Carvalho, o ofendeu durante o confronto, e que organizadores incentivaram manifestantes a protestar contra os policiais.

Sentindo-se ameaçado, Ferraioli decidiu deixar o local após cerca de duas horas de impasse. O documento foi encaminhado ao TRE, que analisará as alegações de descumprimento judicial e possíveis ameaças contra os policiais.

Defesa da campanha

Marco Aurélio Carvalho, coordenador da campanha de Lula, refutou as acusações da PM, declarando ter atuado para impedir a "truculência" da tropa.

Operação Ícaro contra crimes ambientais

Na mesma quinta‑feira (22), a Polícia Civil, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Militar Ambiental realizaram a Operação Ícaro, que cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em Sorocaba e Votorantim.

A ação investigou a fabricação e a soltura de balões, prática que pode causar incêndios, danificar vegetação, redes de energia e colocar a população em risco.

Foram apreendidos materiais usados na confecção dos artefatos, balões e bandeiras vinculados a grupos de baloeiros.

"A fabricação e a soltura de balões representam riscos que vão além de quem participa dessa atividade. Um artefato pode provocar incêndios, atingir áreas de vegetação e colocar vidas em perigo", destacou a delegada Júlia Nunes Machado, responsável pelo Serviço Especializado de Proteção Animal (Sepa) em Sorocaba.

A lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) prevê detenção de um a três anos, multa ou ambas, para quem fabrica, vende, transporta ou solta balões que possam provocar incêndios.

Dados do relatório interno da PM

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Data do relatório9 de outubro de 2026
Autor do relatórioMajor Maurício Bijarta Ferraioli
Horário do impasse10h50
Duração aproximadaCerca de duas horas

Ficha da Operação Ícaro

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Data da operação22 de outubro de 2026
LocalSorocaba e Votorantim (interior de SP)
Mandados cumpridos20
Órgãos envolvidosPolícia Civil, Ministério Público, Polícia Militar Ambiental

Próximos passos

O relatório da PM‑SP foi enviado ao TRE para análise.