>> 66% dos estudantes de medicina apresentam sintomas depressivos moderados ou graves, dados do estudo recente divulgado pela Folha de S.Paulo.
Depressão no 7.º Direito
Um relatório publicado recentemente pela Folha de São Paulo revela que dois terços dos estudantes de medicina brasileiras já têm sintomas de depressão de grau moderado a grave. O levantamento, que amostrou dezenas de universidades públicas e privadas, aponta que 66 % dos estudantes já relataram fadiga excessiva, insônia, medo de falhar e pensamentos negativos que interferem nos estudos.
Por que isso está acontecendo?
A rotina intensa que acompanha a formação médica, aulas extenuantes, estágio obrigatório, exame de admissão, trabalho de pesquisa + responsabilidade com pacientes em estágios avançados, cria um ambiente propício à sobrecarga emocional. Entrevistas com estudantes apontam que o medo de não “se encaixar” na cultura “tough” das faculdades contribui para o agravamento de sintomas mentais.
O que está sendo feito
Algumas universidades vêm adotando programas de bem-está-ter, como grupos de apoio psicológico, mentorias e oficinas de autorregulação. A mensagem da revista *Correio 24 Horas* destaca que estudantes da Unesulbahia já incorporam práticas de humanização nas aulas, tentando reduzir a distância entre corpo clínico e comunidade. Contudo, segundo especialistas, a falta de recursos e a estigmatização ainda fazem com que grande parte da população estudantil não busque ajuda.
Próximos passos
O estudo abre a porta para discussão sobre políticas públicas de saúde mental nas universidades. Organizações como a Associação Brasileira de Educação em Medicina já pediram que os regulamentos da CRA incorporem diretrizes de suporte psicológico para estudantes. A permanência desse cenário requer ação conjunta de alunos, professores e órgãos reguladores.







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