Flávio Bolsonaro, senador do PL pelo Rio de Janeiro, deixou o Brasil na noite de 27 de outubro de 2026, atravessando a fronteira com a Argentina em duas vans e, em seguida, embarcando em um jato particular que o levou a Miami, nos Estados Unidos. A operação contou com a presença de um ex‑agente da Mossad, apoio de autoridades argentinas e assistência de representantes norte‑americanos.

Como foi feita a fuga

A travessia ocorreu na Ponte Tancredo Neves (também conhecida como Ponte Internacional da Fraternidade), que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú (Misiones, Argentina). As vans foram identificadas pelas placas TBB 4A65 e FDF 8E91 e a travessia foi captada por câmeras de segurança. Um dos motoristas, ex‑vereador de Foz do Iguaçu, conduziu o senador; o filho do mesmo dirigiu um segundo veículo que transportava a esposa e as duas filhas.

Presença do ex‑agente da Mossad

Um homem naturalizado norte‑americano, que anteriormente trabalhou para o Mossad, chegou ao Brasil em 19 de outubro. De acordo com a investigação da Polícia Federal, ele acompanhou Flávio Bolsonaro de Brasília até a fronteira e estava na mesma van que cruzou a ponte.

Jato particular e apoio internacional

Do lado argentino, a família Bolsonaro embarcou em um Gulfstream G400, matrícula LV‑JQW, operado pela empresa de fretamento Baires Fly. O avião fez escala para reabastecimento em Guayaquil, Equador, e chegou ao aeroporto executivo Opa‑Locka, em Miami, por volta das 10h30 de 28 de outubro. O voo teria sido providenciado por Jason Miller, estrategista político ligado a Donald Trump, segundo reportagem do New York Times.

Reação das autoridades brasileiras

Fontes do governo brasileiro classificaram a operação como uma “exfiltração”. Os investigadores apontam apoio de autoridades da Argentina e dos Estados Unidos. A PF avalia pedir ao STF o bloqueio de bens e contas de Flávio Bolsonaro. O Ministério da Justiça aguarda o relatório da PF para decidir quais canais de cooperação internacional serão acionados.

Contexto eleitoral

A fuga ocorreu dois dias após a derrota de Flávio Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. Em 26 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a entrega dos passaportes do senador à Polícia Federal e proibiu sua saída do país. Mesmo com a restrição judicial, a viagem foi realizada.

Próximos passos da investigação

A Polícia Federal continua a mapear quem organizou e financiou a operação, buscando identificar recursos financeiros e eventuais responsáveis nos Estados Unidos e na Argentina.

Em números

ItemDetalhe
Data da travessia27/10/2026
Placas das vansTBB 4A65 e FDF 8E91
AeronaveGulfstream G400 (LV‑JQW)
Operadora da aeronaveBaires Fly