Na madrugada de segunda‑feira, duas ocorrências distintas ganharam destaque nas notícias nacionais. Em Umarizal, Rio Grande do Norte, o namorado de 18 anos, Eduardo Ronald Ferreira, foi preso sob acusação de tentar matar a namorada, Clara Thaís Silva Maia, também de 18 anos, após o resultado das eleições presidenciais. Em São Paulo, um suspeito de ajudar na fuga do atirador que feriu o tenente da Rota Ronickson Pimentel foi abatido por policiais da própria corporação durante operação na zona leste da capital.
"— Espero que ele pague tudo o que ele fez, que a justiça seja feita para minha filha."
Crime em Umarizal (RN)
A Polícia Civil do estado investiga se houve motivação política no crime. Eduardo Ronald Ferreira teria cortado a garganta de Clara Thaís Silva Maia dentro da própria residência: "ela estava na casa do suspeito quando foi atingida por golpes de faca no pescoço". O ataque aconteceu após a menina comemorar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a advogada de Clara, Helena Belmont, Eduardo estaria "transtornado" pela derrota do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e teria esfaqueado a jovem durante uma discussão. Clara foi internada, passou por cirurgia e deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta sexta‑feira. Sua mãe, Monária Maia, disse que Eduardo participava de passeatas do então candidato Flávio e que, embora a família de Clara seja apoiadora de Lula, o investigado nunca apresentou comportamento agressivo. A advogada da jovem disse ainda que irá atuar como assistente de acusação para que seja comprovada a tentativa de feminicídio.
Operação da ROTA em São Paulo
Na manhã de sexta‑feira (30 de outubro), equipes da Rota foram a uma casa na rua das Catileias, na Vila Jacuí, após receberem denúncia sobre a localização de um homem procurado pela Justiça. Jeovane Junior da Silva, conhecido como Juninho, foi recebido a tiros e revidaram, sendo socorrido e levado a um pronto‑socorro, mas morreu. O suspeito foi socorrido ao Hospital das Clínicas, onde teve a morte constatada. Silva tinha mandado de prisão por homicídio e organização criminosa. Investigações apontam que Silva ajudou na fuga de Hércules da Costa Siqueira, o Golias, autor dos disparos contra o tenente. O tenente foi baleado na cabeça em 27 de junho, quando estava de moto e parou em um semáforo na avenida Goiás, em São Caetano do Sul, e permanece internado na UTI de um hospital em Santo André.
Com a morte de Juninho, o número de óbitos em ações policiais chegou a oito, segundo a Folha de S.Paulo, e a sete, segundo a CNN Brasil. Outras cinco pessoas foram presas. A recompensa oferecida pelo governo estadual foi de R$ 50 mil.
Em números
| Item | Valor |
|---|---|
| Óbitos em ações da ROTA (Folha) | 8 |
| Óbitos em ações da ROTA (CNN) | 7 |
| Prisões vinculadas ao caso | 5 |
| Recompensa oferecida pelo governo estadual | R$ 50 mil |
Próximos passos
A Polícia Civil do RN investiga a motivação política da agressão contra Clara. A Secretaria de Segurança Pública informou que um Inquérito Policial Militar será instaurado para examinar as circunstâncias da morte de Juninho e o uso da força pelos policiais da ROTA.
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