Flávio Bolsonaro não anunciou, de fato, cortes nas aposentadorias, no 13º salário ou no programa Pé-de-Meia, como circularam nas redes sociais. O jornal Estadão verificou que a informação é falsa e, ao mesmo tempo, o ministro da Educação alertou que a proposta de corte de 1,5 % do Produto Interno Bruto (PIB), prevista na campanha do senador, pode colocar em risco a continuidade do programa e das bolsas da CAPES.

Rumor de anúncio de corte por Flávio Bolsonaro

Na tarde de 9 de outubro de 2026, diversos perfis nas redes divulgaram que Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria anunciado um pacote de redução de gastos que incluía a suspensão do Pé-de-Meia, dos 13º salários e das aposentadorias. A mensagem, sem fonte oficial, foi rapidamente compartilhada como se fosse uma declaração do parlamentar.

Verificação e negação do Estadão

O jornal Estadão publicou, às 17h50, uma checagem que classificou a informação como falsa. Não há registro de discurso, nota ou entrevista em que Flávio Bolsonaro tenha mencionado tais cortes. Segundo a publicação, a origem da notícia foi um site de baixa credibilidade que reproduziu um suposto comunicado inexistente. Diante disso, o Estadão concluiu que não há fundamento para a alegação.

Alerta do Ministério da Educação sobre corte de 1,5 % do PIB

Separadamente, em 7 de outubro de 2026, o ministro da Educação alertou que a proposta de redução de 1,5 % do PIB, inspirada no plano de campanha de Flávio Bolsonaro, pode inviabilizar o programa Pé-de-Meia e comprometer as bolsas concedidas pela CAPES, fundação vinculada ao Ministério da Educação. O alerta foi publicado no portal O GLobo e não incluiu citações diretas do ministro, mas enfatizou que o recorte orçamentário teria efeito direto sobre essas políticas sociais.

Um corte de 1,5 % do PIB pode inviabilizar o programa Pé-de-Meia, segundo o ministro da Educação.

ItemDetalhe
Corte previsto1,5 % do PIB
Impacto declaradoPode inviabilizar o programa Pé-de-Meia e bolsas da CAPES

Reação de Daniella Marques

Daniella Marques, que atuou como porta-voz do Ministério da Educação, respondeu ao alerta, contestando a interpretação de que o plano de governo de Flávio Bolsonaro seria o único responsável pela redução. Embora o texto da resposta não tenha sido divulgado integralmente, a fonte indica que a funcionária rebateu a ideia de que o corte seria definitivo, sugerindo a necessidade de avaliação mais aprofundada das propostas orçamentárias.