No sábado, 17 de outubro de 2026, manifestações em dezenas de cidades francesas contra o alto custo de vida e a deterioração dos serviços públicos evoluíram para confrontos, resultando em um manifestante morto, mais de 500 policiais feridos e aproximadamente 1.800 presos, conforme dados oficiais divulgados pelos ministros do Interior e do Governo.

O que desencadeou a onda de protestos

O protesto estudantil começou em meados de setembro na escola de ensino médio de Créteil, na periferia de Paris, com demandas de 10 bilhões de euros, mais professores e melhor acesso às universidades. A partir daí, sindicatos, aposentados, agricultores e ex‑coletes amarelos juntaram‑se ao movimento, ampliando a pauta para custo de vida, salários, energia, combustíveis e preço da moradia.

Violência e números

Em Paris, um manifestante morreu após sofrer parada cardíaca durante os confrontos. A polícia de Paris registrou um recorde de 855 prisões naquele dia. O ministro do Interior, Laurent Núñez, informou que mais de 500 agentes ficaram feridos; foram também registrados 150 policiais e gendarmes feridos. O total de detidos no país chegou a cerca de 1.800.

FonteMortesFeridosDetidos
Folha de S.Paulo1mais de 500 agentes1.800
G11150 policiais e gendarmes1.800

Incêndios e depredações em edifícios públicos

Em Limoges, no centro da França, a sede da prefeitura, inaugurada em 1883, foi incendiada por manifestantes encapuzados, provocando o desabamento parcial do telhado. O prefeito regional Maurice Barate também relatou os danos ao edifício.

Na cidade de Lyon, o escritório de turismo foi incendiado; o prefeito Grégory Doucet classificou o ato como uma tragédia.

Reações do governo francês e internacional

O presidente Emmanuel Macron anunciou que fará um pronunciamento à nação às 20h (15h no horário de Brasília) para abordar a situação. O primeiro‑ministro Sébastien Lecornu descreveu o saldo como um “milagre” por não ter sido mais grave.