Um ataque aéreo atribuído aos houthis, grupo armado iemenita aliado ao Irã, atingiu o Aeroporto Internacional King Khalid, em Riade, capital da Arábia Saudita, na madrugada de 10 de outubro de 2026. Segundo o portal G1, ao menos 12 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas. A explosão forçou a paralisação imediata das operações no aeroporto, conforme informou o jornal Exame.

"O ataque ao aeroporto de Riade é inaceitável", declarou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em entrevista concedida na madrugada de 11 de outubro de 2026, acrescentando que Washington poderia "entrar no conflito" caso a situação se agrave.

Reação dos Estados Unidos

Em entrevista ao jornal O GLobo, Trump classificou o atentado como "inaceitável" e deixou em aberto a possibilidade de envolvimento militar dos EUA na região. A declaração reforça a preocupação dos Estados Unidos com a segurança de rotas aéreas estratégicas no Oriente Médio e sinaliza que o governo norte-americano está acompanhando de perto a evolução dos acontecimentos.

Suspensão das operações no aeroporto

De acordo com o Exame, a Autoridade de Aviação Civil saudita suspendeu todas as voos no Aeroporto King Khalid logo após o ocorrido. A medida afetou milhares de passageiros, tanto nacionais quanto internacionais, além de impactar o transporte de carga que utiliza a rota. Até o momento, as companhias aéreas não divulgaram prazo para a retomada das atividades, aguardando avaliação de segurança das autoridades sauditas.

Variação nos números de vítimas

Enquanto o G1 apontou 12 mortos, outras agências, como a Euronews, relataram apenas três óbitos, entre eles um piloto comercial. Todas as fontes confirmam, porém, que o número de feridos supera 300 pessoas. A divergência inicial nos números é comum em eventos de grande porte, nos quais as informações ainda são consolidadas.

IndicadorValor
Mortes confirmadas12
Feridosmais de 300
Operações no aeroportosuspensas

Contexto dos houthis e da coalizão saudita

Os houthis são um movimento armado iemenita que controla parte do território do Iêmen desde 2015 e recebe apoio logístico e armarial do Irã, segundo análises de imprensa. O grupo tem histórico de ataques contra alvos sauditas, incluindo infra-estruturas críticas. Em resposta, a coalizão liderada pela Arábia Saudita, formada por países que atuam ao lado do reino contra a insurgência houthi, prometeu uma "resposta decisiva" ao ataque, de acordo com a cobertura da CNN Brasil.