O presidente da Confederação Brasileira de Voleibol, Radamés Lattari, posicionou-se nessa quarta-feira (18/09/2026) em meio à polêmica sobre a alteração na regra de elegibilidade que impede a atleta Tiffany de competir.

"CBV foi coerente", justifica a presidente em entrevista ao UOL, explicando que a mudança foi necessária para manter a integridade dos torneios internacionais.

A nova regra e o impacto na Tiffany

A decisão, anunciada à imprensa em agosto, restringe a participação de atletas de domicílio que não tenham comprovado residência no país por pelo menos 12 meses. Tiffany, que chegou ao Brasil em 2024, deixou de atender a esse critério e, consequentemente, não pode representar o selecione na competência da Liga das Nações.

Lattari salientou que o objetivo é garantir a qualidade do voleibol nacional e evitar disputas legais futuras. Enquanto isso, a atleta já sinalizou que pretende recorrer ao Conselho Nacional de Justiça Esportiva.

Encontro com o ministro do Esporte

No mesmo dia, Lattari foi a Brasília e conversou com o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, para alinhar detalhes antes do início da Liga das Nações, que terá início em 16 de outubro.

O encontro marcou a última preparação oficial da CBV antes do principal torneio continental. Lattari reafirmou que a confederação mantém a postura de transparência e cooperação com o poder público.

O que vem por aí

O CBV já lançou uma comunicação oficial pedindo que as federações atletas façam as adequações necessárias para evitar problemas. A expectativa é que o Conselho Nacional de Justiça Esportiva decida no próximo mês.

O debate sobre a regra continua, mas a posição de Radamés Lattari permanece firme: a mudança foi coerente a longo prazo