Na manhã desta quinta‑feira (29/10/2026) a Polícia Federal deflagrou a Operação Tomada de Contas para investigar possíveis irregularidades na gestão de contratos e pagamentos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE‑MT). As ações ocorrem em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Mais de 180 policiais federais cumprem 6 mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão, além de medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens, autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A investigação apura indícios de utilização da suspensão de contratos administrativos como mecanismo de pressão sobre fornecedores e de tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos. Também são investigadas divergências nos pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores e saques recorrentes em espécie, com possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências da instituição.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Presos: 6 Celulares apreendidos: 27 Veículos: 31;
Em números
| Valor | Descrição |
|---|---|
| R$ 8,18 milhões | Total recebido por Alisson Carvalho de Alencar antes de assumir o cargo de conselheiro |
| 71,7 % | Percentual do total pago aos quatro procuradores do Ministério Público de Contas (MPC) que Alencar recebeu |
| R$ 150 mil | Valor mensal pago a Alencar como procurador do MPC |
| R$ 3,47 milhões | Capital da holding patrimonial familiar de Alencar |
| R$ 6,61 milhões | Valor recebido por Valter Albano, ex‑conselheiro do TCE‑MT |
| R$ 2,32 milhões | Valor recebido por Carlos Romeu Rodrigues Medeiros, consultor jurídico |
Alisson Carvalho de Alencar recebeu R$ 8,18 milhões antes de virar conselheiro do TCE‑MT, o equivalente a 71,7 % de tudo o que os quatro procuradores de contas receberam. Enquanto procurador, ele recebia R$ 150 mil por mês pelo canal de pagamento a fornecedores do tribunal. Ele também montou uma holding patrimonial familiar, junto à mãe e a um irmão já falecido, com capital de R$ 3,47 milhões.
O ex‑conselheiro Valter Albano teria recebido R$ 6,61 milhões. O consultor jurídico Carlos Romeu Rodrigues Medeiros recebeu R$ 2,32 milhões, em parcelas de cerca de R$ 220 mil.
Alisson está suspenso das funções, não pode entrar no TCE.


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