O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), vai propor um indulto ou anistia ao ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) em troca do apoio da direita à sua reeleição para o comando do Senado.

Alcolumbre afirmou a aliados que vai conversar com o presidente Lula (PT) para defender um indulto humanitário a Bolsonaro, que está preso desde agosto de 2025 pela participação numa tentativa de golpe de Estado.

Ele afirmou a aliados que vai conversar com o presidente Lula ( PT ) para defender um indulto humanitário a Bolsonaro, que está preso desde agosto de 2025 pela participação numa tentativa de golpe de Estado.

O que está sendo proposto

Alcolumbre está avaliando tanto a possibilidade de indulto quanto a de anistia.

Contexto político

  • A nova bancada de direita que chegará ao Senado em fevereiro foi eleita com um discurso baseado nos ataques ao STF e na defesa do afastamento de ministros da corte, principalmente Alexandre de Moraes.
  • Alcolumbre defende nos bastidores uma pacificação nacional e considera liderar um movimento que resulte em um indulto ao ex‑presidente Jair Bolsonaro.
  • Alcolumbre é contra o impeachment e procura uma forma de contornar isso para se manter no cargo por mais dois anos.
  • Bolsonaro está inelegível até pelo menos 2060 devido à condenação pelo STF na trama golpista.

Reação do Executivo e do Judiciário

  • Essa lei está suspensa desde maio por decisão de Alexandre de Moraes, até que o pleno do STF decida sobre sua legalidade.
  • O primeiro passo é convencer o Supremo a reconhecer, nos próximos dias, a constitucionalidade da dosimetria na forma aprovada pelo Congresso.

Próximos passos

  • Alcolumbre disse a parlamentares que vai esperar a eleição decantar para procurar Lula.
  • Caso não haja acordo para o indulto, a estratégia passa pela negociação de um texto de anistia que, segundo aliados, deve ser modular para impedir que o perdão libere o ex‑presidente para concorrer novamente nas eleições.
  • A oposição articula uma chapa única de oposição a Alcolumbre tendo como uma das bandeiras o impeachment de Alexandre de Moraes.

Dados do caso

ItemDetalhe
Preso desdeagosto de 2025
Inelegível até2060