Vereador licenciado do PT, Senival Moura, foi preso pela segunda vez nesta quarta‑feira (28/10/2026) em São Paulo. A prisão foi executada pela Polícia Civil, e os mandados estão sendo cumpridos pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), após recurso do Ministério Público que reverteu a decisão de sua soltura concedida em 5 de agosto.
Reativação da prisão
Em 5 de agosto, a desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, liberou Moura argumentando que o prazo legal da prisão temporária seria de cinco dias, e não de trinta. O Ministério Público apresentou recurso contra essa decisão e, diante do novo mandado, a polícia cumpriu a prisão preventiva nesta manhã de 28 de outubro.
Operação Última Parada e a investigação
A prisão de Moura está inserida na Operação Última Parada, deflagrada em 25 de junho de 2026 pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. A operação mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público da capital paulista, envolvendo a empresa de ônibus Transunião, que atuaria na Zona Leste da cidade.
Senival Moura seria um dos verdadeiros donos da empresa e teria decidido sobre a movimentação financeira da companhia.
Além de Moura, outras seis pessoas tiveram mandados de prisão preventiva decretados. Entre os detidos estão Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, Osiel Bernardino Pinto e Fábio Fernandes de Souza. Dois dos investigados, Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins, continuam foragidos.
O advogado declarou ainda que a decisão se baseia apenas em elementos já presentes na denúncia, sem demonstrar fatos novos que justifiquem a restrição.
Senival Moura nega categoricamente qualquer envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro e afirma que continuará confiando na Justiça.
Apreensões e medidas judiciais
Durante a operação, foram apreendidos R$ 158,9 mil em espécie, US$ 2.417, € 1.465, dez veículos, entre eles Porsche Macan, BMW e RAM Rampage, cerca de 40 relógios de luxo e diversas joias.
A Justiça determinou ainda o sequestro de 21 imóveis, a restrição de transferência de 408 veículos, o bloqueio de seis embarcações e a indisponibilidade de bens de 136 pessoas físicas e jurídicas por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud).
Próximos passos
O processo segue em segredo de justiça, o que impede a divulgação de detalhes adicionais. Enquanto isso, a Operação Última Parada permanece em curso e as autoridades seguem procurando os dois investigados ainda foragidos.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/p/A/JcsD1ARQe0bqLIxZHliQ/bre-0421.jpg)

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2023/S/N/slOhTjSuOnJfJjVasz1A/copos-de-papel-de-escritorio-gerente-humano.jpg)
Carregando comentários...