Na noite de domingo (18), em Catanduva, interior de São Paulo, o médico vascular Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, morreu após troca de tiros com a polícia.

A esposa do médico acionou a Polícia Militar relatando violência doméstica no bairro Jardim Aeroporto. Segundo o boletim de ocorrência, ela informou que o marido a havia ameaçado de morte e estava armado após consumir bebida alcoólica durante um churrasco.

Um destacamento do Esquadrão Antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), da Polícia Militar, chegou ao local. A mulher já se encontrava fora da residência, enquanto os dois filhos, de 14 e 10 anos, permaneceram dentro da casa, abrigados em um banheiro.

Os policiais iniciaram o protocolo de negociação. Quando o médico apontou a arma para os agentes e disparou, os policiais reagiram com fogo de supressão, atingindo o suspeito, que morreu no local.

A esposa foi encaminhada a um hospital para avaliação e não apresentou ferimentos. Os menores foram retirados da casa, sem lesões, e entregues aos cuidados de uma tia.

Arsenal apreendido

Durante a ação, a polícia apreendeu um considerável arsenal mantido na residência. O material constatado incluía:

ItemQuantidade
Armas de fogo8
Armas brancas (espadas, facão, espetos)6
Munições intactas352
Munições deflagradas98

As oito armas de fogo eram compostas por duas espingardas, quatro pistolas (uma calibre 380, duas de origem alemã e uma sem fabricante especificado) e dois revólveres (calibres .357 e .38). As seis armas brancas eram três espadas, dois espetos e um facão.

Outros itens apreendidos

Além das armas, foram recolhidos um radiocomunicador, um sistema de monitoramento da casa, uma réplica decorativa de granada de mão alemã, sem material explosivo, e uma medalha com o símbolo da suástica nazista.

Todo o material foi apreendido para perícia e investigação da procedência das armas e munições, já que não há documentação que comprove a regularidade dos itens encontrados.

"O caso foi registrado como morte em decorrência de oposição à intervenção policial, violência doméstica, ameaça e resistência."

O registro da ocorrência, segundo o G1, indica que a morte foi enquadrada nos termos de resistência à ação policial e violência doméstica.